
O trabalho do artista japonês Yoshimoto Nara é movido pela emoção humana e sua reação ao que aconteceu ao seu redor e o momento histórico.
Aos 64 anos de idade, o artista pop japonês Yoshimoto Nara rompe as fronteiras do Japão com exposições no Albertina Modern Museum, na Áustria; e na Pace Gallery, em Londres; e retrospectivas no Guggenheim Bilbao e no Kunsthal Rotterdam, entre outras instituições de Arte na Europa e Ásia. Em 2019, ele chamou a atenção do mercado quando a Sotheby’s vendeu sua obra ‘Knife Behind Back’ pelo valor recorde de US$ 25 milhões em Hong Kong. Desde então, sua obra ganhou visibilidade no mundo. Sua arte tem origem no movimento Superflat – onde também participou o seu famoso conterrâneo Takashi Murakami. Ambos os artistas exploraram a fraqueza japonesa pela adorabilidade com rostos de bebê, uma infantilização associada ao trauma de Hiroshima na Segunda Guerra Mundial. Mas seu trabalho atual vai além disso.
(Segundo o artista, as raízes dos seus trabalhos estão nos contos de fadas). Sua arte é movida pela emoção humana universal. “As raízes dos meus trabalhos são a minha infância, não a cultura pop”, explica. “Ao meu redor havia pomares, ovelhas e cavalos. Eu leio contos de fadas em vez de quadrinhos”, afirma o artista.
Seus trabalhos mais marcantes são iniciados na década de 1990 com telas figurativas de cabeças enormes de crianças, geralmente meninas com postura de força bruta que emitem sentimentos sombrios. Embora as figuras de Nara lembrem um anime açucarado, suas pinturas são expressivamente feitas à mão, com papelão ou pranchas de madeira frequentemente usadas no lugar da tela.
Nos últimos anos, sua arte figurativa deu lugar a uma figuras mais introspectivas. Os trabalhos mais recentes incluem meninas com olhos enormes salpicados de várias cores, que olham para o horizonte como se estivessem perdidas ou fecham os olhos em meditação.
Assim como todo artista reflete o seu tempo, Nara se inspira nos movimentos anti-nucleares, de não às guerras e, mais recentemente, a tragédida do terremoto e tsunami que levaram ao acidente nuclear de Fuskushima em 2011.
Com essa vivência, sua arte demonstra com sensibilidade e aspereza o enfrentamento de forças intransponíveis. Em suma, seu trabalho fala da angústia dos adultos e da criança vulnerável dentro de todos nós.

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