
Radicado em Milão, o designer francês Philippe Nigro estudou artes aplicadas na Design Industriel à La Martinière, em Lyon; e DSAA Design Produit & Pobilier, na École Boulle. Atualmente, desenha peças para as mais conceituadas empresas de design do mundo.
Da nova geração de designers europeus, Philippe Nigro iniciou a carreira como assistente no escritório de um dos mestres do design italiano, Michele de Lucchi. De lá para cá, alçou voo próprio e hoje desenha para as mais importantes fabricantes de design internacional, como as italianas Driade, De Padova, Bavovier&Toso, Foscarini e Gervasoni; as francesas Ligne Roset, Hermès e Baccarat; a japonesa Lexus, entre outras. Nigro desafia materiais, métodos de produção e formas para explorar novas e inovadoras formas.
Caracterizado por uma ligação entre a investigação prospectiva e a apreciação pragmática do savoir-faire dos fabricantes com quem trabalha, Nigro transita entre projetos de diferentes escalas, para marcas conhecidas, indústria de luxo e artesanato local. Ao longo dos anos, essas experiências – enriquecidas por uma mistura da cultura franco-italiana – permitiram que ele se destacasse entre as mais diversas vertentes o design. Seus projetos abrangem produtos, mobiliário, iluminação, interiores, eventos e cenografia, e sua carreira meteórica (ele tem apenas 49 anos) já lhe rendeu prestígio ao ter peças que fazem parte de coleções do Centre Pompidou e do Musée des Arts Decoratifs de Paris.
Ao falar como imprime sua assinatura em suas criações, o designer destaca a compreensão do espírito e do DNA das marcas com as quais colabora. “Acho que todas as minhas peças têm em comum um certo toque de elegância, combinado a um tom de ironia. Mas, para mim, a assinatura de um designer deve ser secundária: não devemos vê-la imediatamente, à primeira vista, antes da marca para a qual o objeto foi concebido. A ideia de design de Philippe Nigro
vai além do estilo. “Meu trabalho é para contribuir e ajudar a criar objetos mais duráveis, que você pode manter, amar e guardar como uma herança para a família. Ao projetar, tento trazer uma nova perspectiva, uma nova resposta para que uma peça se destaque entre milhões de coisas que já existem”.
O designer tem seu estúdio particular em casa. Segundo ele, não é possível diferenciar entre espaço de trabalho e espaço doméstico. “O que quero dizer é que, para mim, a fronteira não existe, realmente: um espaço dialoga com o outro. Meu estilo de vida natural é que meu estúdio é minha casa, e minha casa, meu estúdio. Preciso ver e sentir os objetos que desenho, compro e encontro, misturados com objetos domésticos cotidianos”, revela o designer.
PARA SEGUIR
philippenigro.com


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