
A reflexão sobre o mundo atual é o que motiva 39 as atuais criações do consagrado artista plástico com projeção internacional.
O artista brasileiro é aclamado internacionalmente e conquistou notoriedade no circuito internacional de arte nos últimos trinta anos. Talvez esse sucesso de público e crítica esteja na escolha pouco convencional dos materiais, na simultaneidade das estruturas internas e externas, no contraste entre o orgânico e o mecânico e nas qualidades de sensualidade e liberdade tátil, características que traduzem sua originalidade no meio artístico. Neto descreve suas esculturas como organismos vivos que transgridem todas as limitações. Suas esculturas biomórficas suaves, com aromas e áudios, muitas vezes criadas em colaboração com artesãos e povos indígenas, ainda fazem parte do seu imaginário, mas em suas mais recentes exposições o artista tem apresentado uma nova fase do seu trabalho, menos fabulosa e mais questionadora sobre a sobrevivência no planeta.
O artista brasileiro Ernesto Neto é conhecido por seu processo criativo que envolve instalações em ambientes imersivos, em grande escala, que convidam os visitantes a interagirem com a obra (como fazia o também brasileiro Hélio Oiticica, nos anos 1960 e 1970), incentivando-os a ver, sentir e se conectar de uma forma única e transcendental com uma obra de arte que naturalmente tem um contato inacessível e censurado em qualquer museu no mundo.
Em 2022, com a exposição ‘Ulti41 matum’, na Galeria Max Hetzler, em Paris, convidou os espectadores a considerar o tempo que nos resta para reduzir a utilização dos recursos do planeta. Com o objetivo de reconectar os visitantes com a natureza e, por sua vez, com eles mesmos, a instalação apresentava um tronco de árvore metafórico por onde se podia entrar e, nesse caminho pela instalação, as pessoas se deparavam com desenhos de soja em fundos escuros que evocavam a cor do petróleo, remetendo ao óleo que é encontrado naturalmente no meio ambiente – mas que não é extraído de forma natural. No mesmo ano, desta vez em Nova York, na Tanya Bonakdar Gallery, com a exibição ‘Between Earth and Sky’, Neto ocupou várias salas da galeria com esculturas que representavam o ciclo da natureza. Nessa experiência, os visitantes foram convidados a tirar os sapatos, deitar-se e contemplar sua ligação com o mundo natural. Uma forma de chamar a atenção de que os humanos dependem completamente da plenitude e da saúde da natureza.
São trabalhos recentes que comunicam a urgência das mudanças climáticas e despertam para o questionamento da relação dos humanos com a natureza.
“Essa exposição foi um grito de socorro porque o consumo dessa devastação é internacional. Como todos sabemos, o problema é mundial. As mudanças climáticas já são uma realidade, e não vemos respostas suficientes por parte da sociedade capitalista” afirma o artista.


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